CHOQUE EM CHIMOIO: Agente da UIR é suspeito de matar a própria mãe por alegada feitiçaria e deixa população em estado de choque
🚨 CHOQUE EM CHIMOIO: Agente da UIR é suspeito de matar a própria mãe por alegada feitiçaria e deixa população em estado de choque
A cidade de Chimoio, na província de Manica, foi abalada por um crime que está a gerar forte indignação e preocupação. Um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), de 32 anos, é suspeito de assassinar brutalmente a própria mãe, de 63 anos, alegadamente por acreditar que ela praticava feitiçaria.
O crime ocorreu na noite de segunda-feira, 6 de julho, por volta das 18 horas, no bairro Vila Nova (Tambara 2), durante uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. De acordo com relatos da família, o suspeito terá esperado que a vítima entrasse na casa de banho para a atacar com uma enxada, desferindo vários golpes na cabeça.
A idosa ainda foi socorrida e transportada para o Hospital Provincial de Chimoio, mas acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos.
Segundo Antónia Eusébio, filha da vítima e irmã do suspeito, o homem vinha há vários meses acusando a mãe de ser responsável pelos seus problemas de vida através de alegada feitiçaria e fazia repetidas ameaças de morte.
"A minha vida não está a correr bem, e a culpada é você, mamã. Um dia vou matar-te", terá dito o suspeito em diversas ocasiões, segundo a familiar.
A família afirma ainda que esta não teria sido a primeira demonstração de violência. O suspeito teria tentado incendiar a residência da mãe e procurado vender o imóvel sem autorização dos restantes familiares.
O caso torna-se ainda mais delicado pelo facto de o suspeito ser membro da UIR e encontrar-se destacado em missões de combate ao terrorismo em Cabo Delgado, sendo apontado como o único familiar com emprego estável.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Manica, confirmou a ocorrência e classificou o caso como homicídio agravado alegadamente praticado por um agente da corporação. O porta-voz da PRM, Domingos Mardez, informou que o suspeito encontra-se foragido e que estão em curso diligências para a sua localização e responsabilização criminal.
O caso reacende o debate sobre a persistência de acusações de feitiçaria, a saúde mental, a violência no seio familiar e a responsabilidade das instituições em prevenir tragédias desta natureza.
As investigações continuam para o esclarecimento completo dos factos e para determinar todas as circunstâncias que levaram ao homicídio.

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