🚨 MEGA OPERAÇÃO DE CAPTURA NA LAM ABALA MAPUTO!
Ministério Público avança contra gestores acusados de corrupção em esquemas milionários
O Ministério Público de Moçambique desencadeou, na manhã desta quinta-feira, uma das operações mais sonantes do ano, ordenando a captura de três gestores ligados à Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no âmbito de alegados esquemas de corrupção que, segundo fontes judiciais, lesaram profundamente a companhia aérea já mergulhada em dificuldades financeiras.
Foram detidos Pó Jorge, antigo Director-Geral, Hilário Tembe, que até duas semanas atrás exercia as funções de Director Operacional, e Eugénio Mulungo, então responsável pela Tesouraria. Os três encontram-se agora sob custódia enquanto decorrem interrogatórios relacionados a práticas de desvio de fundos, pagamentos inflacionados e contratos suspeitos.
A operação não caiu do céu. O semanário Canal de Moçambique já havia revelado, na edição de 11 de Fevereiro, que o Gabinete Central de Combate à Corrupção notificara internamente a LAM sobre a possibilidade iminente da captura de Hilário Tembe, recomendando a sua exoneração urgente — o que veio a acontecer silenciosamente dias depois.
🔥 O ESQUEMA DO “CATERING FANTASMA”
Entre os vários mecanismos sob investigação, destaca-se o caso do Catering, descrito por fontes próximas ao processo como um dos “buracos negros” da LAM. De acordo com documentos analisados pelos investigadores, a companhia recebia facturas de cerca de 7 milhões de meticais, mas procedia ao pagamento de 15 milhões, sem qualquer justificação contratual, técnica ou operacional.
A discrepância — mais de 100% acima do valor real facturado — levanta suspeitas de pagamentos direccionados, comissões ilícitas e possível existência de intermediários fantasmas. Há ainda indícios de que parte dos montantes teria sido desviada para contas associadas a figuras internas, o que agora será examinado detalhadamente.
⚠️ IMPACTO POLÍTICO E A PRESSÃO PÚBLICA
A mega operação gerou reacções intensas nos círculos políticos. A gestão da LAM tem sido, ao longo dos anos, alvo constante de críticas, sendo frequentemente citada como exemplo máximo da captura partidária e do colapso institucional das empresas públicas. Este caso reacende o debate sobre a responsabilização de elites económicas e políticas historicamente intocáveis.
Os detidos poderão enfrentar acusações que variam entre abuso de cargo, participação económica em negócio, corrupção passiva e activa, e desvio de fundos públicos. Juristas apontam que, caso se confirmem os factos, este será um dos processos mais pesados já enfrentados pela companhia aérea.
🚨 E AGORA?
O Ministério Público promete mais diligências e não descarta novas capturas. Fontes internas indicam que outros gestores e ex-gestores poderão ser chamados a responder, incluindo fornecedores externos alegadamente envolvidos nos pagamentos inflacionados.
Enquanto isso, a LAM — já debilitada e dependente de resgates do Estado — enfrenta uma nova crise que poderá redefinir o futuro da empresa e o panorama político que a envolve.

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