Documento Explosivo Reabre Feridas da História: Chissano, Apartheid e a Morte de Samora Machel
Um documento que voltou a circular nos bastidores políticos e nas redes sociais está a reacender uma das maiores feridas da história de Moçambique: a morte do Presidente Samora Moisés Machel, em 1986. O conteúdo do documento levanta graves alegações, sugerindo a existência de um suposto acordo secreto entre Joaquim Alberto Chissano — então uma das figuras centrais do poder — e um antigo general do regime do Apartheid sul-africano, com o objetivo de afastar definitivamente Samora Machel do poder.
⚠️ Importa sublinhar: até hoje, nenhuma investigação oficial comprovou tais acusações, e Joaquim Chissano sempre rejeitou qualquer envolvimento. Ainda assim, o surgimento deste documento reacende debates, suspeitas e perguntas que nunca desapareceram totalmente.
🔥 Samora Machel: Um Alvo Político Incómodo?
Segundo o documento, Samora Machel teria se tornado um obstáculo perigoso para interesses internos e externos. O seu apoio firme e público ao ANC (Congresso Nacional Africano), em plena luta contra o regime do Apartheid, teria incomodado profundamente Pretória. Ao mesmo tempo, o texto alega que Samora estaria a conduzir uma guerra interna contra a corrupção, tendo descoberto um esquema de má gestão e enriquecimento ilícito envolvendo figuras de alto nível do próprio Estado moçambicano.
Para os autores do documento, essa combinação — pressão externa e tensão interna — teria isolado politicamente Samora e criado o ambiente ideal para uma conspiração.
🤝 O Suposto Acordo nos Bastidores
De forma controversa, o documento afirma que o alegado acordo teria sido selado pouco tempo antes do trágico acidente aéreo em Mbuzini, na África do Sul. O texto sugere que setores do poder moçambicano e elementos do regime do Apartheid teriam encontrado interesses comuns: eliminar um líder revolucionário imprevisível e abrir caminho para uma liderança mais pragmática e conciliadora com o Ocidente e com Pretória.
Mais uma vez, não existem provas documentais reconhecidas oficialmente que sustentem essa versão, mas ela ecoa teorias antigas defendidas por alguns investigadores independentes e vozes críticas do regime.
🕊️ Acidente ou Assassinato Político?
A morte de Samora Machel foi oficialmente classificada como um acidente aéreo, mas ao longo das décadas surgiram múltiplas comissões, relatórios contraditórios e testemunhos que mantiveram viva a suspeita de sabotagem intencional. O novo documento, embora não validado por instituições oficiais, reforça a narrativa de que Samora pode ter sido silenciado por ser demasiado incómodo — tanto para inimigos externos como para aliados internos.
⚖️ Silêncio, Negação e o Peso da História
Joaquim Chissano, que viria a assumir a Presidência após a morte de Samora, nunca foi formalmente acusado em qualquer tribunal, e continua a ser reconhecido internacionalmente como um dos arquitetos da paz em Moçambique. Ainda assim, para muitos cidadãos, a história oficial não respondeu a todas as perguntas, e documentos como este alimentam a desconfiança popular.
❓ Verdades Enterradas ou Manipulação Política?
A grande questão permanece:
📌 Estamos perante uma verdade histórica deliberadamente ocultada ou mais uma tentativa de reescrever o passado para fins políticos?
Enquanto não houver acesso total aos arquivos, transparência absoluta e coragem política para revisitar o caso sem tabus, a morte de Samora Machel continuará a ser mais do que um acidente — será um símbolo de um país que ainda luta para fazer as pazes com a sua própria história.

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