João e Maria conheceram-se ainda jovens, quando ambos tinham mais sonhos do que dinheiro. Apaixonaram-se depressa e juraram caminhar juntos “na riqueza ou na pobreza”. Casaram-se numa cerimónia simples, mas cheia de esperança. Acreditavam que, com esforço e união, venceriam qualquer dificuldade.
João e Maria conheceram-se ainda jovens, quando ambos tinham mais sonhos do que dinheiro. Apaixonaram-se depressa e juraram caminhar juntos “na riqueza ou na pobreza”. Casaram-se numa cerimónia simples, mas cheia de esperança. Acreditavam que, com esforço e união, venceriam qualquer dificuldade.
No início, a vida não foi fácil. João trabalhava como ajudante de obras e Maria vendia produtos no mercado. Muitas vezes o dinheiro mal chegava para pagar a renda e comprar comida. Havia dias em que dormiam com fome, mas dormiam abraçados, dizendo um ao outro: “Vai melhorar, só precisamos de paciência.”
Com o passar do tempo, João tentou crescer. Fez pequenos negócios, arriscou poupanças, trabalhou noites inteiras. Infelizmente, nada parecia dar certo. Sempre que surgia uma oportunidade, algo corria mal. As dívidas aumentavam e a frustração também.
Maria, cansada da mesma rotina e pressionada por amigas e familiares, começou a comparar a sua vida com a de outras mulheres. Via casais viajando, casas bonitas, roupas novas. Aos poucos, o amor deu lugar à decepção. Já não via João como o homem por quem se apaixonara, mas como o símbolo da pobreza que queria deixar para trás.
As discussões tornaram-se frequentes. Maria dizia que estava cansada de promessas e de esperar por dias melhores. João pedia mais tempo, mais confiança, lembrava-lhe dos momentos em que sonharam juntos. Mas o coração de Maria já estava distante.
Um dia, sem aviso, Maria arrumou as suas coisas. Disse que precisava “de uma vida melhor”, que não podia continuar com alguém que não tinha condições de lhe oferecer conforto. João ficou em silêncio, com os olhos cheios de lágrimas. Não tentou impedir. Apenas perguntou:
— E o amor que prometemos cuidar?
Maria não respondeu. Saiu e fechou a porta.
Sozinho, João caiu, mas não desistiu. A dor transformou-se em força. Continuou a trabalhar, aprendeu com os erros e, com o tempo, conseguiu estabilidade. Anos depois, tinha uma vida simples, mas digna.
Maria, por sua vez, percebeu tarde demais que dinheiro pode comprar conforto, mas não lealdade nem paz. Em meio a relacionamentos vazios, lembrava-se do homem que a amou quando ela não tinha nada.
Moral da história:
Quem abandona alguém no tempo da luta, não merece partilhar a vitória. O amor verdadeiro não foge da pobreza; cresce com a perseverança e a fidelidade.

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