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Professores ameaçam greve após anúncio de eliminação do 13º salário










Professores ameaçam greve após anúncio de eliminação do 13º salário


A recente divulgação de que o governo pretende eliminar o 13º salário na Função Pública está a gerar profunda indignação entre os professores moçambicanos, que consideram a medida um “ataque direto aos direitos dos trabalhadores”.


Segundo representantes do setor da Educação, a proposta do governo é “inaceitável” e poderá desencadear uma greve nacional de grandes proporções, caso não haja uma revisão imediata da decisão. “O governo não está a oferecer o 13º salário por favor, está apenas a cumprir um direito conquistado com muito sacrifício e luta sindical”, afirmou um dos porta-vozes do grupo de docentes.


De acordo com os sindicatos, a eliminação do 13º salário representa um retrocesso social e coloca em causa o bem-estar de milhares de famílias que dependem desse rendimento extra para enfrentar as despesas do final do ano.


Fontes próximas do Ministério da Economia e Finanças indicam que a proposta surge no contexto de reformas estruturais e ajustes orçamentais exigidos por parceiros internacionais, mas os professores consideram que os cortes não devem recair sobre os trabalhadores que já enfrentam baixos salários e condições precárias.


Em várias províncias, estão a ser organizadas assembleias e reuniões de emergência para definir a data da possível paralisação. Caso o governo não recue, os professores prometem paralisar as atividades letivas em todo o país.


Enquanto isso, as redes sociais fervilham com mensagens de apoio e de revolta, e o tema já domina o debate público. “Estamos dispostos a ir até ao fim, se for preciso”, disse uma professora de Maputo, acrescentando que “sem valorização dos docentes, não há educação de qualidade”.


O governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ameaça de greve, mas cresce a pressão para que reabra o diálogo com os sindicatos e evite um novo impasse no setor da Educação — um dos mais sens

íveis do país.

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